PEDRO OZÓRIO
Pelas veredas do meu mundo interior
Caminhei como viajante desconhecido.
Eu um simples mortal, só e ansioso
Em busca da realização do ser vivente.
Mas, este mundo já idealizado e pronto
Dava-me coordenadas e direções a seguir
A cada passo, cada alegria ou lágrima
Uma vereda ia se descobrindo além.
É um mundo misterioso demais
Simples e complexo ao mesmo tempo
Tempo que já não tenho mais.
E ele tem todo o tempo do mundo.
Percorri mil caminhos como viajante
De mim mesmo, por horas, dias, meses.
Perguntei, aprendi, vivi emoções
Compartilhei sonhos e me entreguei.
Hoje, cansado, ainda caminho
Menos só e ansioso em veredas
Já não desconhecido para ele mas...
Impotente ante sua imensa grandeza.
Ele, belo e cheio de paz, de amor
Eu, confuso, hesitante ante os sonhos
Que com o tempo fui montando
Sem mais forças... será que sonho?

