| A Barata
Rebelde |
por: A. Jorge
Silva |
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Era uma vez uma Barata muito rebelde. Fazia o que queria e
apesar de sua mãe viver chamando sua atenção, não estava nem aí.
Ela, a Barata, que na verdade era uma Barata macho, vivia
dizendo:
- Eu é que sei de tudo. Os mais velhos não tão com nada...
Um dia apareceu na cidade das baratas uma fumaça estranha no ar,
e os mais velhos foram logo dizendo aos mais jovens:
- É veneno, coloquem suas máscaras.
A Barata rebelde então disse toda vaidosa:
- Não precisa, um amigo meu disse que nós, as baratas modernas
somos resistentes a esse veneno chamado Detefon, e que é
até bom dar uma cheiradinha pra ficar doidão...
Uma barata, um velho sábio, então lhe disse:
- Isso é verdade, nós somos imunes ao Detefon, só que...
- Eu não quero nem ouvir o resto, vou é para o meio da rua
cheirar essa fumacinha maravilhosa - disse a barata rebelde
colocando as mãos nos ouvidos e saindo de casa.
E antes que o velho sábio pudesse completar a frase, lá se foi a
barata rebelde para o meio da rua. Então, poucos minutos depois
ela caiu dura no chão, fulminada com o efeito do veneno.
O velho sábio então concluiu:
- É nós somos imunes ao Detefon. Só que isso não é
Detefon e sim um veneno falsificado importado do Paraguai.
Detefon é só no rótulo.
Moral da História:
Os mais velhos sabem mais coisas da vida, que os mais jovens.
Vocabulário:
Doidão - Sensação semelhante a acordar pela manhã sem
saber que dia é.
Detefon - Espécie de veneno comercial multi-uso.
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